Rodopiava aos meus olhos enquanto eu andava pela praça. Dançava livre enquanto os carros passavam ao seu lado e freiavam evitando o seu atropelamento. De súbito, uma chuva torrencial tomou conta das ruas e enquanto todos corriam para se abrigar, eu continuava andando lentamente com os olhos fixos naquela garota que não parava de dançar. Parei. E sem que pudesse evitar, meu corpo respondeu a todos os movimentos do seu corpo. A última coisa que pude ver foi um olhar incrédulo do senhor parado em baixo da sacada do prédio, e tudo então se desfocando. Me aproximei dela e perguntei por que dançávamos, e ela me respondeu que esta seria a única forma de continuar e, sem que eu pudesse lhe dirigir mais uma palavra, senti fortes dores por todo o corpo e o mesmo sendo arremessado. Ainda deitado ouvi sua gargalhada ao fundo se aproximando, e quando chegou a altura da minha cabeça, olhei para cima, vi o seu rosto, seu sorriso que despertou o meu e tudo delicadamente então foi se dispersando. Ali, naquele exato momento, ambos fomos felizes.
domingo, 28 de novembro de 2010
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