O que explodia no ar daquela noite barulhenta? Eu estava realmente lá? Não sei, mas toda aquela paz num pandemônio... Por onde andarão os sonhos que me cercavam ainda ontem nesta mesma rua? O frio fez-se tão quente, e nós, agora, estamos afastados, não há equilíbrio entre o que digo. As flores tratadas já não me satisfazem, as ondas que avisto aqui de cima, já não me ouvem, não trazem nem maresia, nem algas mortas para a costa. E o pecado, este há muito deixou de existir na minha religião. Deverei renegá-la em breve, deixarei os papéis da minha bíblia seguros por um monte de areia a beira da praia e partirei rumo ao sul, lá me encontrarei e dançarei ao som daquele jazz que há muito me foi apresentado. Mas os sentimentos ainda estarão presentes em mim. Dei-me o exemplo da cor que eu deveria ter pintado no meu quadro, brigue comigo e vá!
terça-feira, 27 de julho de 2010
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